Querida família hospedeira,

agora que o estudante já chegou e está na fase de adaptação (os três primeiros meses), sentindo-se mais confiante, chegou o momento de refletirmos sobre gestão de riscos!

Receber um estudante de outro país, com uma cultura diferente, com um desejo de emancipação e liberdade associado à experiência de intercambio requer atenção a e cuidados especiais e diferenciados.

Com o objetivo de prevenir os conflitos familiares e situações delicadas que possam surgir no dia a dia, o AFS dá uma ênfase especial ao controle e gestão de riscos visando primariamente o bem-estar do estudante e daqueles que o rodeiam.

Sabemos que lidar com essa questão envolve ter que lidar com gestão de expectativas também. “O que é certo? O que é errado na cultura brasileira? O que eu desejo fazer? Até onde posso ir? Quais os meus objetivos no intercambio?”

Nesse sentido iremos hoje abordar algumas questões essenciais:

  • Viagens durante o programa escolar. O AFS tem regras de viagens que visam criar uma maior segurança para o estudante (Você já viu essas regras? Se não, envie um e-mail para [email protected]). Lembramos que: não é permitido viajar sem autorização dos voluntários locais e do AFS Brasil, não é permitido viagens para fora do Brasil e não é permitido faltar aulas durante o período letivo. Sempre que um estudante solicitar a família autorização para viajar é importante avaliar se as condições são favoráveis para manter a sua segurança! Perguntar com quem ele estará acompanhado, período, como será a sua logística, quem será o responsável e telefones de contato;
  • Consumo de álcool. Sabemos que esse é um problema cada vez mais recorrente nos jovens de todo o mundo. Rapidamente o que começa com um “consumo social” pode levar a um exagero e causar embriaguez. O consumo excessivo de álcool pode gerar diversas consequências negativas para o estudante, levando a alterações na sua percepção e comportamento, originando reações e atitudes que por vezes ele (a) não quer ou não está preparado para lidar. Além dos riscos de assédio ou abuso sexual. Por isso é altamente recomendado pelo AFS que as famílias hospedeiras tenham atenção a esse aspecto e PROÍBAM o consumo de álcool pelos estudantes, mesmo que “socialmente” dentro de casa;
  • Segurança pessoal do estudante. Uma vez mais, precisamos nos colocar de fora da situação e observar quais as possíveis consequências de determinados comportamentos. Autorizar o estudante sair sozinho com amigos durante à noite, frequentar ambientes noturnos ou shows inapropriados para a sua idade e até a autorizar a prática de esportes radicais potencializa sua exposição a riscos. Todas as atividades devem ser avaliadas em função do seu risco para o bem-estar e segurança do estudante e discutidas com o comitê local AFS;
  • Segurança pública. Sabemos que quando se chega a um país pela primeira vez, não temos consciência sobre quais locais são seguros para visitar, não temos noção como funciona a rede de transportes ou até sobre determinados traços culturais da sociedade. Dessa forma é importante orientar o sobre os locais e comportamentos a serem evitados na cidade e os cuidados que devem ter com conhecidos e desconhecidos.

Como fazer para explicar tudo isso ao estudante sem criar atritos ou medos?  O AFS orienta que a melhor solução é sempre explicar abertamente e também estabelecer desde o início os limites e as regras da família.  Conte com a ajuda do conselheiro local para conversar esses assuntos com o seu novo “filho/filha”!